sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

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Resenha: "Cristianismo puro e simples", C.S. Lewis

    Olá, amores!
   
No primeiro dia do ano decidi que recomeçaria o livro “Cristianismo puro e simples”, do C.S. Lewis. Há alguns meses estava com o exemplar em casa mas não havia conseguido passar do terceiro ou quarto capítulo devido a correria do dia a dia, porém, coloquei no coração a decisão de recomeçar e lê-lo com atenção durante a primeira semana de 2017, mas não foi possível. Todavia, consegui terminá-lo essa semana.

    “Cristianismo puro e simples” retrata grandes realidades do dia a dia cristão e elabora diversas perguntas em sua mente a respeito de opiniões sobre o caráter de pessoas religiosas e das que não tem nenhuma espécie de seguimento na área. - Muitos conhecem obras de C.S. Lewis como, por exemplo, “As crônicas de Nárnia” ou “Cartas de um diabo ao seu aprendiz”.

    O autor, nessa obra de que vos falo, inicia os primeiros capítulos falando sobre a Lei da Natureza Humana e as coisas naturais do homem. Em muitos momentos, diga-se de passagem, percebi grandes informações, e afirmações, voltadas aos ateus, tentando mostrar a importância de se confessar que existe o certo e errado em meio a esse mundo turbulento. Lembro-me que quando C.S. Lewis escreve sobre todos saberem que há um padrão de comportamento no mundo mas nem todos o admitem pelo medo de acabarem concluindo que existe uma Força maior que controla todo o universo, ou seja, Deus.

    No decorrer da obra, encontramos capítulos que descrevem o verdadeiro arrependimento, a moral social, sexualidade, casamento cristão, perdão e, entre muitos outros, o grande pecado. Bom, qual seria o grande pecado? - Creio que muitos saibam que não existe pecado maior do que outro, porém, o que distingue-os são suas respectivas consequências. No entanto, o orgulho é algo maléfico, de extrema periculosidade e que não é visível a sociedade (na maioria dos casos). É um tema relevante e que precisa ser debatido dentro das congregações e em pequenos grupos.

    Não havia explicado antes mas “Cristianismo puro e simples” é dividido em quatro livros. Como disse no início, o primeiro chama-se “O certo e o errado como chaves para o sentido do universo”; o segundo, “Em que creem os cristãos”; o terceiro, “O comportamento cristão”; e o quarto, “Além da personalidade, ou os primeiros passos na doutrina da trindade”. - No último, C.S. Lewis mostra a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a importância de prestarmos atenção nas coisas do alto (da Eternidade) como Paulo disse em sua carta a Igreja de Colossos. Ao final, nos três últimos capítulos, ele fala a sobre o quão difícil é seguir a Cristo e as renúncias que devemos fazer em meio a caminhada com Ele (“As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça.” - Mateus 8:20). Fala-nos sobre sermos novas pessoas, criaturas diferentes das quais ele citou quando começou sua escrita.

    Bom, gostei da linguagem usada na obra e de termos que foram expressos. Sem dúvida, “Cristianismo puro e simples” é um livro que confronta, ensina e mexe com sua imaginação. Pude, de fato, comprovar o que as pessoas falavam a respeito de C.S. Lewis: um autor completo. “Raiany Kelly, você indicaria esse livro?” - Com certeza! Aprendi muitas coisas sobre o caráter das pessoas e, sobre o meu, é claro. Creio que seja um dos livros mais especiais que encontrei.

    Para encerrarmos, quero deixar-lhes alguns dados:

    CRISTIANISMO PURO E SIMPLES
    (Título anterior: Cristianismo Autêntico)
    Traduzido do original inglês
    MERE CHRISTIANITY
    William Collins Sons and Co. Ltd.
    © C.S. Lewis 1942

    C. S. Lewis nasceu na Irlanda e morreu em Oxford, Reino Unido.

    A próxima resenha do blog será sobre “O Evangelho Maltrapilho”, de Brennan Manning, um autor americano renomado no meio cristão. - Sinta-se à vontade para deixar seu comentário.

Jesus te ama!
Graça e paz!