sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Temos lutado "até que nada mais importe"?

    Olá, leitores!

    Bom, escrevo-lhes hoje por conta de algo muito difícil que algumas pessoas vivenciam durante a caminhada cristã. Muitos passam pela grande dificuldade de manter-se constante mesmo com o barulho das ondas, os respingos das aguas e o vento que sopra contra o barco. No entanto, desejo expressar meus sinceros sentimentos sobre o vento que sopra a favor da caminhada com Cristo.

    Antes de sentar-me e escrever sobre este tema tive uma experiência enquanto deitada sobre minha cama. Eu pensava em situações que já haviam passado, porém, pareciam querer voltar. É inevitável não passarmos por momentos turbulentos mas, como a Igreja sabe, Jesus não permite que o nosso barco afunde. Falando sobre isso, lembro-lhes do texto que está em Mateus 8:23-27 quando os discípulos estão desesperados porque o Mestre está dormindo enquanto a grande tempestade os assustava. Quando Jesus levantou disse-os que a fé deles era pequena e, então, acalmou a tempestade fazendo com que todos ali se perguntassem quem era Aquele que até o mar e o vento lhe obedeciam.

    Voltemos ao assunto inicial. - Enquanto eu tentava reproduzir uma canção no violão e entoá-la com calma, meditando sobre cada palavra, alguém aumentou grandemente o volume do som de um carro fazendo com que a vizinhança ouvisse a letra de uma música secular nada “preenchedora”. Eu não parei de tentar cantar ou tocar, todavia, a dificuldade era grande fazendo com que nem a minha voz eu conseguisse escutar. Devido ao momento espiritual vivido por mim na ocasião pensei seriamente que nossa vida com Deus é assim mesmo. Devemos renunciar muitas coisas e tapar nossos ouvidos para a voz do mundo. Não por coincidência, a canção se chama “Até que nada mais importe”.

    Nas ocasiões relatadas acima, passei por grandes apertos internos que foram compartilhadas com muitas pessoas mas só depois de aniquiladas entendi que tudo aquilo serviu para provar e ensinar-me que Deus é tudo o que preciso para viver e que, de forma alguma, posso permitir que algo ocupe o lugar do Senhor.

    Talvez não tenhamos lutado “Até que nada mais importe” e nem, ao menos, tentado viver assim. Confesso, não nego, que perguntei-me hoje mesmo sobre como foram as primeiras Igrejas formadas e lideradas pelos apóstolos. Tinham defeitos? Sim, claro. Assim como nós, eles eram humanos. - Quando sentir vontade de chorar, chore. Lembre-se das experiências que você teve com o Pai quando questionamentos surgirem e perceba, então, que muitos defeitos seus já foram moldados por Jesus; que atitudes antigas foram extinguidas, não por força sua. Reconheça quão pecador você é e o quanto precisa da graça e misericórdia de Deus.

    Gostaria muito de falar sobre algo que tenho lido no “Evangelho Maltrapilho”, do Brennan Manning, porém, devo explaná-lo assim que concluir a leitura. Mas, dentro do assunto, ele fala sobre abandonarmos as práticas sacrificiais que fazemos achando que podemos atrair a atenção do Senhor. Somos salvos pela graça, exclusivamente por ela, e que não devemos voltar a ser escravos, olhar para trás e vivermos segundo a Lei pois o sacrifício perfeito já foi feito, e o preço pago.
    Desejo para nós mais fé e reconhecimento da graça em todas as coisas que fizermos. Precisamos ver a grandiosidade do Senhor Jesus num desabrochar de flores, em chuvas derramadas sobre a terra seca, no arco-íris colorindo o céu, no canto dos pássaros, na forma como os pintinhos observam a galinha enquanto ela caminha.

    “Estou bem certo de que não alcancei; sou imperfeito e falho, eu sei. Mas continuo, vou caminhando; vivendo prossigo e não volto atrás.”

    Deus te abençoe. Jesus te ama!
    Graça e paz.