domingo, 12 de fevereiro de 2017

Compartilhando a Palavra: Filipenses 1

    Olá, leitores!


    Há alguns dias foi publicado aqui no blog um artigo sobre a carta aos Hebreus no primeiro “Compartilhando a Palavra”. Hoje, já que estou relendo a carta de Paulo à Igreja de Filipos, decidi publicar também o que aprendi a respeito dela e do que o Senhor desejou ensinar-me durante o período de estudo. Nessa primeira parte de Filipenses vou abordar apenas os pontos do primeiro capítulo e, em seguida, no decorrer dos dias, compartilho o restante.


    Saudação


    Paulo, logo no primeiro versículo, deixa claro a sua função de servo, assim como Timóteo. Eles saúdam a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos. - Bom, eis que entra um pouco do que aprendi em cultos de doutrina e grupos de estudos bíblicos: “santos” são aqueles que foram lavados pelo Sangue de Jesus e foram separados do pecado, do mundo (sistema). De maneira alguma devemos pensar que “santos” são entidades que podem dar-nos algo e que, segundo tradições, são canonizados.


    A partir do verso de número quatro aprendi a importância de orarmos pela Igreja. Não me refiro apenas a congregação da qual faço parte mas de todo o corpo de Cristo. Paulo relata que sempre orava pelos irmãos de Filipos quando se lembrava deles. Assim, devemos também nos posicionarmos como verdadeiros irmãos em Cristo e agradecermos a Deus pela Igreja, pelo povo que se empenha na pregação do Evangelho (são cooperadores do Senhor). Ainda dentro das ações de graças de Paulo e de suas orações, ele relata que é justo sentir-se assim com relação a eles pois juntos são participantes da graça de Deus. Vemos também pedidos direcionados ao aumento do amor, discernimento, pureza e postura irrepreensível, algo que ele também trata ao final do capítulo.


    Os sofrimentos


    “Quero que saibam, irmãos, que aquilo que me aconteceu tem, ao contrário, servido para o progresso do Evangelho.” - Filipenses 1:12


    Como podemos ver, Paulo não desmoronou por conta de suas prisões e sofrimentos. Ele deixa claro que tudo aquilo cooperou para o crescimento/avanço/progresso do Evangelho. Em seguida podemos imaginar as grandes evidências que ele demonstrou enquanto estava preso; os guardas sabiam que Paulo não estava lá por ter feito algo de errado mas por amor a Cristo. Que testemunho!


    Ainda através de sua prisão, lemos as palavras do apóstolo à contar que pessoas passaram a anunciar Jesus, motivadas no Senhor, através da consternação vivida por ele. Será que alguma vez já paramos e pensamos na grandeza que é servir como luz para os irmãos como esse homem foi? O Senhor o sustentou em provações, tentações, martírios, sofrimentos e o fez um grande exemplo para Igreja naqueles dias e nos nossos também. Retive para mim: ser exemplo e motivar outros.


    Os que pregam, a espera ansiosa e os deveres cristãos


    Do verso dez em diante, Paulo identifica alguns sujeitos como, por exemplo, os que pregam por inveja e rivalidade e os que pregam de boa vontade, ou seja, por amor. Fiquei pensando a respeito disso e cheguei a conclusão que devemo-nos esforçar para anunciar Cristo por amor a Deus e às pessoas pois sabemos o quanto a humanidade é carente do amor do Pai e somos encarregados de pregar onde estivermos (Marcos 16:15: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.”) com palavras e ações. Ao final das características citadas, Paulo encerra o assunto dizendo: “Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro” (Filipenses 1:18).


    Essa é uma das partes mais lindas do primeiro capítulo. Mesmo em meio ao sofrimento, o apóstolo Paulo diz que aguarda ansiosamente e espera que em nada seja envergonhado pois, com toda determinação, Cristo seria engrandecido em seu corpo, seja pela vida ou pela morte (Filipenses 1:20). Confesso que preciso de um amor intenso, assim como esse, que revele: “porque o viver para mim é Cristo e o morrer é lucro” (1:21).


    Lendo o capítulo de número um, vemos ainda Paulo confessar sua vontade de partir e estar com Cristo, porém, ele não deixa de citar a importância de permanecer e continuar com todos os irmãos para os ajudar no crescimento da fé. Percebi, então, que devo empenhar-me mais no discipulado, no ensino, na repreensão amorosa, no cuidado com meus irmãos. O próprio Paulo, escrevendo a Timóteo, disse: “Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública das Escrituras, à exortação e ao ensino” (1 Timóteo 4:13); “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2 Timóteo 4:2).


    Encerrando, nos versos vinte e sete e vinte e oito, está escrito: “Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer que eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica, sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opõe a vocês”. - Lembram-se das “pequenas” críticas que fazemos a corrupção no Brasil e no mundo? Bom, desejo contar, então, que as pequenas coisas que muitos praticam no dia a dia são corrupção. Não é porque deixamos de cometer o crime de lavagem de dinheiro que não cometemos tal erro. As vezes em que você deixa de cumprimentar alguém devido aos seus problemas, o dia em que se está cansado e fura uma fila, e coisas do tipo, fazem parte do ato de corromper os princípios éticos e morais. E, como lemos, o apóstolo diz que exerçamos nossa cidadania de maneira digna do evangelho de Jesus, independente das circunstâncias. Mantenhamos a unidade, lutemos juntos pela fé.




    Obrigada pela visita e leitura!
    Graça e paz.
    Jesus te ama!