quinta-feira, 30 de março de 2017

Resenha: "Cristianismo Equilibrado", de John Stott (lançamento da Editora Ultimato).

                   Olá, leitores!
                Comentei sobre outros livros há alguns dias, porém, em nenhum momento citei “Cristianismo Equilibrado”, de John Stott. Bom, enquanto estava navegando no site da Editora Ultimato vi muitas obras de John Stott, todavia, não sabia qual escolher até que,  então, vi esse lançamento que despertou minha curiosidade e senso crítico. Como assim “Cristianismo Equilibrado”? Confesso que havia pensado nesse tema em outras ocasiões. Portanto, li-o rapidamente e eis-me aqui trazendo minhas opiniões relacionadas ao mesmo.
                Primeiramente, o livro é dividido em seis partes. No capítulo primeiro, John Stott fala rapidamente sobre unidade, liberdade e caridade, quase uma introdução à obra. No decorrer da leitura vi grande relevância em “razão e emoção”, “conservador e radical”, “forma e liberdade” e “evangelismo e ação social” (temas tratados pelo autor).
                Minha visão de cristianismo equilibrado girava em torno do que vemos dentro da congregação, no entanto, percebi que está além disso. John Stott diz que “separamo-nos uns dos outros em questões de menor importância. Algumas dessas questões controversas são teológicas, outras são temperamentais” ¹. A partir daí comecei a entender que a leitura que eu faria não seria tão simples mas, sim, que levar-me-ia a pensar se o meu modo de agir estava de acordo com a Bíblia no âmbito “equilíbrio”. 


                Observei sua linguagem simples e direta e que demonstra conhecimento e domínio de diversas áreas da teologia e da sociedade como um todo. Apaixonei-me pelas ideias expostas sobre razão e emoção, pois, em muitos momentos, deixamos que ensinamentos humanos nos levem a crer que as experiências são suficientes e esquecemo-nos do intelectualismo, e vice-versa. Precisamos achar um ponto em que ambos se encaixem fazendo com que tudo flua com naturalidade. Devemos conhecer a Deus, estudarmos sua Palavra e o mundo ao nosso redor; não podemos ser leigos. O Senhor dotou-nos de inteligência, capacidade intelectual, então, por que não exploramos um pouco mais? No entanto, não esqueçamos de que o emocional também está em nós e se faz necessários sentirmos amor, dor, paixão; em outras palavras, procuremos experiências reais com Deus, ouvir a voz do Espírito Santo, deixar que Ele desperte os dons que a nós foi concedido.
                Senti-me atraída também pelas definições de conservador e radical: “Usamos o termo conservadores quando nos referimos a pessoas determinadas a conservar ou preservar o passado e que são, portanto, contrárias a mudanças. Já radicais são pessoas que estão se rebelando contra o que foi herdado do passado e por isso estão manifestando a favor de mudança” ². O mesmo se aplica aqueles que desejam evangelizar sem cumprirem a parte da ação social, ou ao contrário.
                Ao final do livro temos grandes respostas de John Stott a Roy McCloughry em uma entrevista realizada em 1995.
                Sem dúvidas, afirmo-lhes que este é um dos melhores livros que já li. Não estou exagerando. Leia-o com atenção, observando os detalhes de cada coisa exposta pelo autor e se autoanalise à luz da Bíblia. Procure encontrar o verdadeiro equilíbrio e que, ao final, a glória seja de Deus.
               
NOTA: 10

Notas
1. página 8
2. página 23

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