segunda-feira, 24 de abril de 2017

# Textos espirituais

A parábola dos semeadores maus

¹ Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. ² No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha; ³ eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio. De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho. Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha. Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. ¹⁰ Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; ¹¹ isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos. ¹² E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferia esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.”
Marcos 12:1-12
              
Enquanto estava lendo a Palavra do Senhor, cheguei ao capítulo de número 12 do Evangelho segundo Marcos. Sabemos, porém, que algumas vezes lemos a Bíblia rapidamente e sem prestarmos atenção nas maravilhas que o Espírito Santo deseja mostrar. Hoje, aprendendo um pouco mais, senti o amor de Deus revelar-se de uma forma tão clara e objetiva através da parábola narrada por Jesus que precisei compartilhar com você que está visitando o blog nesse instante.
           Bom, primeiramente reparei que o dono daquela vinha enviou muitos servos aos lavradores para receber deles os frutos da vinha. Todavia, os lavradores maltrataram, agarraram e espancaram muitos deles; alguns, eles mataram. Não lembro de outra ocasião onde lembrei de tantas coisas da Escritura relacionadas ao texto exposto de uma única vez. Recordei-me dos profetas enviados pelo Senhor para alertar o povo do pecado, da imoralidade; dos juízes postos para defenderem o povo de Deus durante batalhas, de João Batista preparando o caminho para Jesus Cristo. Muitos o Pai enviou e muitos sofreram nas mãos de um povo rebelde e insensato.
           No prelúdio do verso cinco podemos observar que é retratada a morte de um servo antes de ser anunciado o espancamento e a morte de muitos outros e foi justamente nesse ponto que lembrei de João Batista. “Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” está escrito em Marcos 1:2-3. João veio, pregou o arrependimento, anunciou que o Reino de Deus estava próximo, contudo, foi morto de uma forma cruel: “Foi trazida a cabeça num prato e dada à jovem, que a levou a sua mãe”.
           O verso seis tem como início revelando-nos que o lavrador tinha um filho e restava apenas ele para ser enviado. Os lavradores, como já exposto, tinham maldade no coração e não respeitaram o filho do dono da vinha matando-o também. Você percebe o mesmo que eu? Deus enviou tantos servos por amor a humanidade, levantou tantos homens para anunciar que a Santidade de Deus deve ser preservada e que Ele não se mistura com o pecado, mas o povo não quis ouvir. João Batista batiza com água, porém, deixou claro que não era digno nem de desatar as correias das sandálias Daquele que viria após ele.
Jesus veio, e Ele era o filho do Dono de tudo, do Criador do Universo. Foi necessário o Pai enviá-lo para trazer salvação a humanidade, no entanto, os homens o mataram também. Só que, louvado seja o Nome do Senhor por isso, Jesus tornou-se a Pedra angular, a peça principal de todas as coisas. Ele ressuscitou. Quem Nele confia jamais será envergonhado, abalado, abandonado. Vi claramente o amor de Deus através desta parábola. A longanimidade de Deus foi estampada com vivacidade e objetividade. O Rei foi paciente, amoroso, benigno, tardio em irar-se ao enviar tantas pessoas para anunciar a nós, povo sujo e miserável, que precisávamos mudar de rumo ou acabaríamos recebendo o castigo eterno. Porém, Jesus teve de vir, pois Ele era o único justo, o ser sem mancha e defeito, sendo assim, o sacrifício perfeito. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.” – Hebreus 7:26-27
Deus te abençoe.
Jesus te ama!

2 comentários:

  1. Benção...AMÉM!
    Já havia lido essa passagem bíblica várias vezes, mas nunca havia reparado que fazia uma alusão a morte dos remidos de Deus e do próprio Cristo por amor a nós, pobres pecadores... resgatados da morte para a vida!
    Deus Seja Louvado! Parabéns pelos escritos...

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    1. Glória a Deus! Obrigada pelo comentário, Thiago! Deus te abençoe.

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