terça-feira, 25 de abril de 2017

Nossas ansiedades versus a coragem de Estêvão

“Homens de duras cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos,  vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes.”
Atos 7:52-53

    Nossas ansiedades atrapalham a comunhão com Deus e tiram-nos a sensibilidade à voz do Espírito Santo. Corações são endurecidos, vidas tornam-se difíceis de serem moldadas devido a incredulidade, frustração ou falta de afeto. Muitos homens (refiro-me à toda a humanidade) ainda não tem os corações transformados, muitos mesmo, ainda não conhecem a Verdade, ou conhecem teoricamente, porém, não os foi revelada à maneira do Espírito do Altíssimo. Aprendi que Jesus aceita a todos como estão, no entanto, é impossível permanecermos os mesmo na presença Dele. Quanto mais aproximamo-nos da Luz vemos, então, nosso real pecado e miserabilidade, e o quanto dependemos de Sua graça e misericórdia.

    O pecado, a fragilidade e a fraqueza faz com que pensemos que não temos a coragem necessária para confessarmos nossos erros ao Senhor enfraquecendo-nos ainda mais e baixando o nível de comunhão que temos com Ele. Hoje, confesso, assisti a um vídeo do Victor Azevedo onde ele falava sobre Deus esperar Seus filhos para aquela conversa diária. Por mais que Jesus saiba de nossas limitações e dificuldades, conquistas e alegrias, Seu coração deseja ver nossa disponibilidade e ouvir nossas vozes.

    No texto que lemos, precisamente ao final do versículo cinquenta e um, vemos que aquele povo repetiu os atos de seus antepassados. O discurso de Estêvão, impulsionado pelo Espírito de Deus, mostrou a realidade dura daqueles homens e o quanto estavam perdidos em meio aos delitos cometidos. Não sei se você leu o artigo publicado sobre a “Parábola dos semeadores maus”, no entanto, recordo-me que falei a respeito de muitos homens que sofreram, ou foram mortos, por anunciarem a vontade do Senhor. Os israelitas, o povo de Deus, não foi tolerante e desonraram aqueles que expunham os pecados cometidos pela humanidade.

    Estêvão recebeu coragem, entendimento, força e sabedoria e proclamou a plenos pulmões o erro dos que estavam no Sinédrio, mostrou-lhes a Verdade. Como consequência, foi morto, contudo, deixou claro que eles tinham a Lei, as profecias a respeito do Justo mas não as guardaram. Em meio a dificuldade o servo viu o céu aberto e o seu Senhor de pé à direita de Deus. Estêvão viu a glória (Atos 7:56). Aqueles que estavam na grande reunião, assembleia, julgamento, ou como quiserem chamar, taparam os ouvidos assim como fazemos quando não estamos alimentando o espírito, e é aí que a carne deseja manifestar-se outra vez. Quando permitimos que nossas ansiedades e medos nos consumam perdemos a coragem e o anseio de levar almas a Jesus. Esquecemos das promessas de fidelidade para conosco. Olvidamos de tudo que Jesus ensinou, do chamado que Ele deu aqueles que são feitos Filhos do Altíssimo. Precisamos pregar, anunciar o sacrifício de Jesus, Sua morte e ressurreição; alertarmos aos homens que Sua volta está próxima.

    Não estou dizendo-lhe coisas aleatórias. A Bíblia relatava que Estêvão estava cheio de graça e poder (Atos 6:8) e que os presentes não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava (Atos 6:10). Só seremos capazes de fazer grandes coisas quando o próprio Deus liberar sobre nós o poder que só Ele possui e isso se inicia quando mantemos nossa comunhão e compromisso com Jesus. Precisamos abandonar ansiedades e medos que nem sabemos que ainda vivem para que assim sejamos capazes de recebermos as ideias e estratégias dadas pelo Pai para anunciarmos as grandezas Daquele que nos transportou das trevas para Sua maravilhosa Luz (1 Pedro 2:9). 


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