terça-feira, 2 de maio de 2017

# Bíblia # Textos espirituais

Aprendendo com Atos 13

Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas judaicas; tinham também João como auxiliar. Havendo atravessado toda a ilha até Pafos, encontraram certo judeu, mágico, falso profeta, de nome Barjesus, o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente. Este, tendo chamado Barnabé e Saulo, diligenciava para ouvir a palavra de Deus. Mas opunha-se-lhes Elimas, o mágico (porque assim se interpreta o seu nome), procurando afastar da fé o procônsul. Todavia, Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, disse: ¹⁰Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor? ¹¹Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridade, e, andando à roda, procurava quem o guiasse pela mão. ¹² Então, o procônsul, vendo o que sucedera, creu, maravilhado com a doutrina do Senhor.”
Atos 13:4-12


    Noutra oportunidade compartilhei no blog meu pensamento a respeito de textos bíblicos que “passamos por cima”. Em muitos momentos lemos a Bíblia sem atenção e respeito. Aprendi que é importantíssimo o pedido que fazemos ao Espírito Santo antes de abrirmos a Palavra. Precisamos que Ele abra o nosso entendimento para compreendermos o que o Senhor deseja tratar conosco. Portanto, compartilho com vocês algumas das coisas que pensei, com a ajuda de Deus, a respeito do texto exposto acima. Ah! Desculpem-me, porém, devo alertá-los com relação aos momentos em que fiz marcações coloridas. Bom, faço em minha Bíblia para que eu possa deixar claro os tipos de considerações e raciocínios que fiz e tive; achei válido facilitar para os leitores de plantão.

    O texto deixa claro que Barnabé e Saulo não foram enviados apenas, mas estavam naquela viagem à escolha do Espírito Santo. Dos versículos primeiro ao terceiro do capítulo treze, se lermos, vemos que enquanto estavam reunidos o Espírito pediu para que os separassem para a obra que Ele chamou. Jejuaram, oraram e impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo e os despediram (Atos 13:3). Podemos perceber, então, que a igreja primitiva levava a sério a opinião do Senhor, a vontade do Pai.

    Partindo agora da metade do versículo sete, observamos que Sérgio Paulo era um procônsul (governador de província, sorteado ou escolhido pelo senado, durante o Império Romano) que mandara chamar Barnabé e Saulo e preocupava-se em ouvir a Palavra de Deus. No entanto, tínhamos um judeu entre eles o qual recebeu o nome de Barjesus. O tal era mágico e falso profeta. Elimas (assim é interpretado seu nome), o mágico, desejava afastar Sérgio Paulo da fé, impondo-se entre seu anseio e o dever dos servos de Deus. Como disse no início, os obreiros foram enviados pelo próprio Espírito e Saulo, também chamado Paulo, estava cheio, abarrotado, tomado pelo Espírito do Senhor fazendo com que ele não ocultasse palavras necessárias para aquela ocasião.

    “Ó filho do diabo, cheio de todo engano e malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor?”, iniciou o apóstolo. Um detalhe muito importante, não esqueça, Sérgio estava acompanhando o falar de Paulo a Elimas desde o começo, inclusive, ouviu quando foi dito por meio do servo que o mágico ficaria algum tempo sem ver a luz do sol pois a mão do Senhor estava sobre ele. O texto mostra-nos que no mesmo instante sobreveio a Elimas névoa e escuridade fazendo com que ele andasse em círculos procurando alguém que o ajudasse dando-lhe a mão. Eis aí o final do relato feito por Lucas: o procônsul atônito, extasiado, maravilhado com que vira naquele momento, creu em Jesus.

    Agora vem a lição que aprendi com o Mestre enquanto lia tudo isso. - Diariamente aparecem ocasiões difíceis de lidar como, por exemplo, a perda de um emprego, porém, se faz necessário algumas coisas acontecerem para que aprendamos com Deus ou ensinemos outros. Barnabé e Paulo não foram porque puseram no coração o desejo de correrem atrás daquela obra mas, sim, o próprio Espírito disse que os separassem para a obra que Ele designou. Entendi também que Elimas pode ser uma figura de empecilho na fé, coisas que desmotivam nosso ser na busca por melhorias espirituais e na comunhão com Jesus, contudo, pode ser um dos detalhes incômodos que não entendemos porque estão ali mas que glorificarão a Deus futuramente.

    Assim como Jesus agiu como quis com o cego de nascença, pondo-lhe areia nos olhos para que o mesmo fosse curado, assim permitiu Ele que o mágico fosse uma pedra de tropeço fazendo com que Paulo, cheio do Seu poder, fizesse uma declaração sobrenatural sobre a vida do judeu. Sérgio Paulo viu a transformação ocorrer no mesmo instante na vida daquele homem que o queria longe da fé e reconheceu, boquiaberto, a Verdade. Ou seja, para vermos o ponta pé inicial da caminhada cristã do procônsul tivemos que constatar a presença de estorvos, impedimentos, todavia, tudo resultou na glória de Deus. Vimos que o Espírito Santo fala, que a igreja primitiva orava e jejuava constantemente, que é possível termos o poder de Deus em nós para realizarmos Sua vontade e que Jesus tem o nome que está acima de todo nome fazendo com que o mal seja desfeito e, por fim (não literalmente), enxergamos também o grande presente disponível a nós: a salvação.

    “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” - Romanos 8:28

    Deus te abençoe.
    Jesus te ama!
    

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