terça-feira, 16 de maio de 2017

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Resenhas: "Depois de Auschwitz", de Eva Schloss, e "Em busca de Deus", de John Piper.

    Olá, leitores!

    Hoje teremos uma junção de resenhas devido o acúmulo de coisas a serem feitas durante essa semana e alguns compromissos que fiz comigo mesma. Ontem, 15 de Maio de 2017, pude devolver o livro “Em busca de Deus”, de John Piper, a prateleira. Hoje (16), concluí a leitura de “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss. Confesso, estava apressada para terminar essas duas obras pois há muito tempo mergulhava em leituras extensas e complexas.

    Depois de Auschwitz, o emocionante relato de uma jovem que sobreviveu ao Holocausto.

“Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido.”

    Após o início da leitura de “Depois de Auschwitz”, tentei imaginar um pouco do que foi realmente a Segunda Guerra Mundial e o desespero de todo o povo, principalmente dos judeus, ao terem de encarar campos de concentração e tipos de morte inimagináveis. Eva Schloss, literalmente, descreve cada parte de sua trajetória em meio aos avanços nazistas e os sentimentos puros de uma jovem que amava sua casa e seus familiares judeus.

    Em diversos capítulos da obra senti angústia ao tomar conhecimento de todos os sofrimentos vivenciados em Auschwitz, na Polônia, e do cruel agir de soldados da SS (inicialmente era a guarda de Adolf Hitler, porém, tornou-se uma das maiores organizações nazistas). A falta de comida, a agua contaminada, os vermes, a recusa em dar atendimento ao povo judeu, as mortes coletivas nas câmaras de gás, abusos sexuais e os crematórios são alguns dos exemplos vivenciados de 1940 a 1945. Total de mortos, em estimativa: 1.3 milhões.

    Contudo, Eva Schloss sobreviveu ao Holocausto e escreveu a obra de qual estou falando. Recomendo-a e digo que é um excelente material para sabermos o que, de fato, ocorreu. Além dos relatos trágicos sobre o período vivido em Auschwitz, Eva comenta sobre suas conquistas, a família que construiu e suas lutas psicológicas.

    🇨 2013 by Universo dos Livros
    Número de páginas: 304

NOTA: 9,5

    Em busca de Deus, a plenitude da alegria cristã.

“Anteriormente lançado sob o título Teologia da Alegria, este livro é um manual moderno de espiritualidade. O autor argumenta que servir a Deus por obrigação não satisfaz o coração de Deus, e que buscar a alegria em Deus é a maior motivação do cristão. Porque quanto mais satisfeitos estivermos em Deus, mais Deus será glorificado em nós. É um livro revolucionário, uma verdadeira mudança de paradigmas. Trata de temas como prazer cristão, casamento, missões, amor, conversão, soberania de Deus, etc.”

    Bom, falarei pouco a respeito de “Em busca de Deus”, de John Piper, devido a complexidade dos temas abordados. Digo-lhes que não presenciei facilidade na leitura desta obra e percebi ser necessário reler alguns trechos para entender a linha de raciocínio usada pelo autor. Durante boa parte do livro avistei muitos pontos em que Piper trabalha a questão da adoração, o que é ou não hipocrisia e como devemos nos achegar a Deus.

    Assim como fui sincera quando compartilhei com vocês sobre o livro “O Evangelho Maltrapilho”, de Brennan Manning, estou agindo da mesma maneira quando digo que não concordei com tudo que li. Enxerguei experiências e pontos de vista, verdades e exposições, no entanto, desejei tirar minhas próprias conclusões e não absorver todo o conteúdo.

    Com relação a forma de adoração penso que é algo entre você e Deus. Consenti com a ideia de que não podemos ser hipócritas no levantar de nossas mãos, nas orações públicas, no agir externo de modo geral. Como adoraremos ao Pai em espírito e em verdade se estivermos preocupados em “entrar na onda” ou “agradarmos alguém”? Em contrapartida, observei alguns extremos dentro do meio exposto, os quais não relatarei aqui com o intuito de que você tome suas próprias conclusões.

    Admirei-o quando percebi que sua preocupação também foi mostrar o quão felizes nós, cristãos, podemos ser ao buscar nosso prazer em Deus. A plenitude, realmente, está ligada a presença do Criador. Podemos, sim, buscar alegria Nele. - Assuntos como a leitura da Bíblia, oração, vida financeira, e casamento também formaram capítulos. Falando a respeito do último, aprovei o conceito de relacionamento conjugal exposto. Muitas pessoas polemizam a questão da submissão feminina, esquecendo-se de que Paulo escreveu à Igreja em Éfeso dizendo “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). É uma via de mão dupla, você serve e é servido. Ambos foram colocados no casamento com funções diferentes, porém, com o mesmo objetivo: servir. O homem é o cabeça, o líder do lar, porém, ele deve amar e honrar sua esposa. Ela, respeitando a autoridade masculina, é uma auxiliadora.

    Copyright 🇨 1996 John Piper
    Páginas: 296
   
    NOTA: 8,0

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